Às vezes me pergunto o motivo de tantos julgamentos feitos, por cada um de nós, sobre os desequilíbrios emocionais dos famosos.
A pobre coitada na Amy Winehouse, tirada para Cristo, carrega nas costas além de suas próprias dores, a carga de desequilíbrios, pequenos ou grandes, que temos, ocultamos, fingimos não ver e que adoramos apontar nos outros.
Pode ser que a maioria da população não se automutile, do modo “propriamente dito”, mas nossa sociedade vive de modo extremamente autodestrutivo, automutilante, doentia. A maioria de nós já achou um jeito de morrer aos poucos... Seja fumando, bebendo, tornando-se hipodríaca, anoréxica, bulímica, viciada em exercício, obesa, dirigindo agressivamente. Matamo-nos, lentamente, como modo de sobreviver a um mundo fútil, vazio, onde se vive para ter, ter, ter, ter e ter. Que ironia...
Fica muito fácil apontar os que estão no vídeo como grandes Demônios... Na verdade, fazemos parte, passiva e ativamente, do mundo que os criou. Fica muito fácil ter famílias desequilibradas e posar sorridente para as fotos do Natal. Fica muito fácil não ter tempo para os filhos e só dar a eles atenção quando estão doentes... E parece que cada criança desse mundo crescerá amando a doença. A doença é que traz o afeto, infelizmente.
O caminho para dentro de nós mesmos é longo, doloroso, um calvário. Mas é necessário trilhá-lo. Nossa mente é muito mais importante do que imaginamos. Nós interferimos no mundo de um modo que nem imaginamos.
Que tal dar uma olhadinha aí dentro?
Queria ser amiga de Amy!!! Rsss.... =)